
Cotesia flavipes
Controle biológico da broca-da-canaParasitoide de lagarta. A vespa localiza a broca dentro do colmo e deposita os ovos nela. Cana-de-açúcar.
NexUAV · Controle biológico
Liberação aérea de agentes de controle biológico, com registro geolocalizado de cada ponto de aplicação.
O equipamento
O NX6 Bio Raven transporta e libera agentes de controle biológico em tubete ou a granel. A aeronave percorre a rota programada e aciona o dispenser nos pontos definidos, mantendo espaçamento e dose constantes em toda a área.
A uniformidade de distribuição é o fator determinante do resultado agronômico. O parasitoide despende menos energia na busca e alcança o alvo em menos tempo.
Estrutura em fibra de carbono, braços dobráveis e bateria fabricada no Brasil. O equipamento é montado e colocado em operação sem uso de ferramenta.
Como funciona
Nenhuma delas exige computador em campo.
Cada módulo leva 120 tubetes ou 500 gramas a granel. Na configuração Full são dois módulos, então um voa enquanto o outro é abastecido em solo.
O controle tem tela de 7 polegadas integrada e aceita rota em arquivo KML. A operação roda em ArduPilot, com QGroundControl e Mission Planner.
O acionamento é eletrônico, por servo brushless com sensor magnético. Cada liberação sai geolocalizada, na dose e no espaçamento programados.
A liberação vista de cima, com os dois módulos de tubetes acoplados.
O mecanismo
O drone não aplica um produto químico. Ele transporta e solta o inseto vivo, e cada etapa desse percurso é registrada.

Cada tubete é de papelão biodegradável e carrega a massa de pupas do parasitoide. Na foto, as micro vespas já emergidas sobre a tampa, poucas horas antes da liberação.
O tubete se decompõe no campo. Nada precisa ser recolhido depois, e nada fica no talhão além do próprio inseto.
Os tubetes entram no módulo em colmeia. São 120 por módulo, e a estrutura mantém cada um na posição até a hora da soltura.
O acionamento é eletrônico, por servo brushless com sensor magnético. O dispenser libera um tubete por ponto, no espaçamento definido na rota.
No mesmo instante em que o dispenser abre, o log de bordo grava latitude, longitude, altura e horário daquela liberação.
A vespa emerge, localiza a lagarta dentro do colmo e deposita os ovos. As larvas se desenvolvem dentro da praga, que morre antes de fechar o ciclo.
A prova
A animação abaixo reproduz um voo real, exportado do log de bordo do equipamento, sobre a imagem de satélite da área. Cada ponto corresponde a uma liberação registrada, no lugar e na ordem em que aconteceu.
O registro é gerado pelo próprio equipamento. Cada liberação grava latitude, longitude, altura e horário. O arquivo do voo atende à comprovação de aplicação perante cliente, auditoria e programa de manejo integrado.
Voo de 9 de junho de 2025, região de Nova Granada, São Paulo. Dados extraídos do log de bordo do equipamento.
Dispenser
O dispenser conecta ao trem de pouso por três pinos de contato. Não há chicote a conectar, desconectar ou romper em campo.

Capacidade de 120 tubetes por módulo, ou 500 gramas a granel.

Três pinos de contato. Sem cabo e sem conector exposto.

O módulo encaixa no berço e trava, com a aeronave em solo.
Construção
A estrutura é integralmente em fibra de carbono, material que entrega a mesma rigidez do alumínio com massa inferior. Menos massa resulta em maior aproveitamento de bateria. O conjunto completo, com bateria e dispensador duplo de tubetes, totaliza 5,4 kg.


Trava de dobra do braço, de acionamento manual.

Motor NexUAV com hélice dobrável de 17 polegadas.

Cabeamento interno e conectores protegidos na estrutura.
Controle Smart
Telemetria, vídeo e comando reunidos em um único aparelho. O operador acompanha a área pela câmera da aeronave, monitora a rota e verifica o andamento da liberação sem recorrer a outro dispositivo.

Agentes
Parasitoides e predadores produzidos em biofábrica, levados ao ponto certo do talhão pela mesma aeronave. O que muda de um agente para o outro é o dispenser, e a troca é por encaixe.

Parasitoide de lagarta. A vespa localiza a broca dentro do colmo e deposita os ovos nela. Cana-de-açúcar.

Parasitoide de lagarta e de pupa. Tolera temperatura alta e permanece mais dias ativo em campo. Cana e milho.

Parasitoide de ovo. Encerra o ciclo da praga antes de a lagarta eclodir e entrar no colmo. Cana-de-açúcar.

Parasitoide de ovo, de espectro largo. Cobre Helicoverpa, Spodoptera e a traça-do-tomateiro. Soja, milho, algodão e tomate.

Parasitoide de ovo de Spodoptera frugiperda, inclusive nas camadas de baixo da postura. Milho, soja e algodão.

Parasitoide de ovo de Euschistus heros, o percevejo que ataca a vagem em formação. Soja.

Parasitoide de ovo de Nezara viridula. Entra no mesmo programa de manejo do percevejo-marrom. Soja.

Predador conhecido como crisopídeo. A larva consome ovos, pulgão, cochonilha e ácaro. Café, citros, eucalipto e hortifruti.
A compatibilidade não para nesta lista. O dispenser trabalha com a embalagem, não com a espécie. Todo agente que a biofábrica entrega em tubete ou a granel entra no equipamento sem adaptação.
Culturas atendidas: cana-de-açúcar, soja, milho, algodão, café, citros, hortifruti e eucalipto na silvicultura.

Dois tubetes no instante da soltura, com o módulo em colmeia carregado.
O tubete é de papelão biodegradável e carrega a massa de pupas do parasitoide. O módulo leva 120 tubetes em colmeia e solta um por ponto da rota, com o acionamento eletrônico do servo. É assim que saem a cotésia e o tetrastico.
O agente que a biofábrica entrega solto vai no módulo de granel, com 500 gramas por carga e vazão regulada pela rota. É assim que saem o tricograma e o crisopídeo.
O tubete se decompõe no campo e o inseto emerge onde foi solto. Nada precisa ser recolhido depois, e nada fica no talhão além do próprio agente.
Fotos de referência dos agentes, todas sob licença livre. Onde não existe imagem pública da espécie citada, a foto é de outra espécie do mesmo gênero. Crédito: Kaiser e colaboradores (Cotesia), Victor Fursov e Lin e colaboradores (Trichogramma e Telenomus), Benjamin Smith (Telenomus), Richard Stovall (crisopídeo), Stephen Ausmus e USDA (Tetrastichus e Trissolcus).
Comparativo
Referência: equipamentos de liberação de biológicos vendidos no Brasil na mesma faixa de aplicação.
| Item | NX6 Bio Raven | Outros modelos do mercado |
|---|---|---|
| Estrutura | Fibra de carbono | Alumínio |
| Capacidade por dispenser | 120 tubetes | 100 tubetes |
| Autonomia | 28 minutos | 25 minutos |
| Produtividade | 60 hectares por hora | 50 hectares por hora |
| Custo operacional | R$ 0,80 por hectare | cerca de R$ 1,00 por hectare |
| Bateria | Nacional, 500 ciclos | Importada, cerca de 250 ciclos |
| Taxa de descarga | 30C | 15C |
| Tempo de carga | 40 minutos | 60 minutos |
| Alcance de controle | 15 km | 5 km |
| Baterias que vêm no kit | 3 no Light, 4 no Full | 1 |
| Controle | Tela de 7 polegadas integrada | Exige notebook em campo |
| Conexão do dispenser | Encaixe direto, sem cabo | Conector e chicote |
| Acionamento do dispenser | Eletrônico, servo brushless | Mecânico |
| Hélices | Dobráveis | Fixas |
| Arquitetura | Aberta, aceita radar, LiDAR e RTK | Fechada |
| Assistência técnica no Brasil | 25 pontos | 1 ponto |
| Disponibilidade | Pronta entrega | Sob encomenda |
Arraste a tabela para o lado para ver as duas colunas.
Comparação baseada nas especificações publicadas dos equipamentos de liberação de biológicos disponíveis no mercado brasileiro.
Ficha técnica
| Configuração | Hexacóptero |
| Autonomia | 28 minutos |
| Velocidade de voo | 12 m/s |
| Alcance de controle e telemetria | 15 km, 2,4 GHz e 5,8 GHz |
| Bateria | 22 V, 15.000 mAh, 30C |
| Origem da bateria | Fabricada no Brasil, 500 ciclos |
| Tempo de carga | 40 minutos |
| Peso | 5,4 kg com bateria e dispensador duplo |
| Estrutura | Fibra de carbono, braços dobráveis |
| Hélices | 17 polegadas, dobráveis |
| Capacidade por dispenser | 120 tubetes ou 500 g a granel |
| Liberação | Geolocalizada, acionamento eletrônico |
| Controle | Tela integrada de 7 polegadas |
| Software | ArduPilot, rota em KML |
| Relatórios | QGroundControl e Mission Planner |
| Rendimento | 15 hectares por bateria, 60 por hora |
Kits
A configuração Full acrescenta à Light os itens que sustentam o dia inteiro de campo: bateria adicional, segundo dispenser de tubetes, inversor e abastecedor.
Entrada de 50%, saldo na entrega
Entrada de 50%, saldo na entrega
Condições especiais para CNPJ. Desconto de 5% no pagamento à vista.
Perguntas
O rendimento é de 15 hectares por bateria e 60 hectares por hora de operação. O total diário depende do número de baterias em rodízio e da janela climática, uma vez que a liberação observa limites de temperatura e vento. Na configuração Full, o inversor de 2.000 W permite recarga em campo, o que dispensa o retorno à base durante o serviço.
Não. O controle Smart possui tela de 7 polegadas integrada, com telemetria, vídeo e comando no mesmo aparelho. A rota é carregada por arquivo KML.
A aeronave grava o log de bordo com latitude, longitude, altura e horário de cada liberação. O relatório é extraído pelo QGroundControl ou pelo Mission Planner. O mapa apresentado nesta página corresponde a esse arquivo, de um voo real.
A bateria é fabricada no Brasil, com 500 ciclos de vida útil e taxa de descarga de 30C. A reposição não depende de importação.
Sim. As duas configurações acompanham um dispenser a granel e ao menos um de tubetes. A troca é por encaixe, sem cabo e sem ferramenta.
São 25 pontos de revenda e suporte técnico no Brasil. A arquitetura aberta do equipamento permite a integração posterior de radar, LiDAR, RTK e sensores.
O atendimento é feito por quem opera o equipamento. Informe a cultura, a praga alvo e a área a ser atendida para receber o dimensionamento do seu caso.